Caso no Hospital Professor Eládio Lasserre expõe violência contra profissionais de saúde e reforça debate sobre condições de trabalho
Três enfermeiras foram agredidas dentro do Hospital Professor Eládio Lasserre, no bairro de Cajazeiras II, em Salvador, na tarde da última terça-feira (7). A agressão foi praticada por uma acompanhante de paciente enquanto as profissionais realizavam atendimento na unidade.
O episódio ocorreu em um cenário já crítico, marcado pela sobrecarga de trabalho e pelo número reduzido de profissionais de enfermagem, fator que impacta diretamente o tempo de espera e a qualidade da assistência prestada à população.
Violência no ambiente de cuidado
As profissionais foram agredidas fisicamente durante o exercício de suas funções. Após o ocorrido, o caso foi registrado junto às autoridades competentes, e as vítimas receberam atendimento e suporte institucional.
A direção da unidade repudiou o episódio e reforçou que não tolera qualquer tipo de violência dentro do ambiente hospitalar.
COREN-BA
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia emitiu nota de repúdio, destacando que nenhuma circunstância justifica agressões contra profissionais de saúde. A entidade também chamou atenção para a responsabilidade das instituições quanto à adequada estruturação das equipes e ao dimensionamento de pessoal.

Posicionamento de Derivaldo Souza
O técnico de enfermagem Derivaldo Souza também se manifestou sobre o caso, classificando o episódio como inaceitável e reflexo de um problema estrutural enfrentado diariamente pela categoria.
“Não podemos normalizar a violência contra quem está salvando vidas. A enfermagem já trabalha sob pressão, com equipes reduzidas e estrutura muitas vezes insuficiente. Quando a agressão chega ao ponto físico, isso mostra que o sistema falhou em proteger seus profissionais”, afirmou.
Derivaldo também destacou que a responsabilização não pode recair sobre os trabalhadores da linha de frente.
“A população precisa ser atendida com dignidade, mas isso só é possível quando o profissional também tem condições dignas de trabalho. O dimensionamento correto das equipes e a segurança nas unidades de saúde não são opcionais, são essenciais”, completou.
Problema recorrente
Casos de violência contra profissionais de saúde vêm sendo registrados com frequência crescente em todo o país, especialmente em unidades públicas que enfrentam alta demanda e limitações estruturais.

A situação evidencia a vulnerabilidade da equipe de enfermagem e reforça a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à proteção desses profissionais.
O caso ocorrido em Salvador reforça um alerta que não pode mais ser ignorado: a violência contra a enfermagem precisa ser combatida com firmeza.
Garantir segurança, respeito e condições adequadas de trabalho não é apenas uma questão corporativa, mas um compromisso com a qualidade da assistência prestada à população.




